A Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting (ALF) acaba de divulgar os resultados do primeiro trimestre de 2026 para os três produtos que representa: Factoring (e Confirming), Leasing (Mobiliário e Imobiliário) e Renting. Os dados evidenciam um desempenho misto entre os diferentes segmentos, com o Factoring a atingir um novo máximo histórico no primeiro trimestre do ano, o Leasing Imobiliário a manter uma trajetória de crescimento e o Renting a consolidar a sua frota, ainda que com uma produção de novas viaturas em contração.
Principais indicadores
- Factoring – Créditos tomados: 14 mil milhões de euros | Variação homóloga: +21,7%
- Factoring Exportação – Créditos tomados: 1,42 mil milhões de euros | Variação homóloga: +5,6%
- Leasing Mobiliário – Produção total: 487 milhões de euros | Variação homóloga: -8,5%
- Leasing Imobiliário – Produção total: 183,8 milhões de euros | Variação homóloga: +5,0%
- Renting – Produção: 9 020 viaturas ligeiras | Variação homóloga: -10,3%
- Renting – Frota: 143 565 viaturas | Variação homóloga: +5,7%
Factoring: recorde histórico para um primeiro trimestre, acima dos 14 mil milhões de euros
O Factoring encerrou o 1º trimestre de 2026 com um total de créditos tomados de 14 mil milhões de euros, um crescimento de 21,7% face aos 11,5 mil milhões de euros do período homólogo de 2025. Este resultado reforça o papel do produto no apoio à tesouraria e ao financiamento da atividade das empresas portuguesas.
O Factoring Doméstico cresceu 15,4%, para os 5,3 mil milhões de euros. O Factoring Internacional atingiu os 1,58 mil milhões de euros (+9,5%), com a Exportação a somar 1,42 mil milhões de euros (+5,6%) e a Importação a acelerar 62%, ainda que a partir de uma base mais reduzida.
O Confirming manteve-se como o segmento de maior volume, com créditos tomados de 7,2 mil milhões de euros, um crescimento de 30% face ao 1º trimestre de 2025, evidenciando a crescente adesão das empresas a soluções integradas de gestão de pagamentos a fornecedores.
A carteira sob gestão do setor atingiu 11,65 mil milhões de euros (+8,3%), com o saldo de balanço do crédito concedido a somar 10,58 mil milhões de euros (também +8,3%). Os créditos tomados junto de entidades privadas cresceram 26,8%, enquanto o setor público avançou 5,6%. Dentro deste, o setor da saúde pública somou 1,58 mil milhões de euros (+5,7%).
Leasing Mobiliário: produção global recua 8,5% num trimestre mais contido para o investimento em equipamento, mas cresce nos Veículos Pesados
A produção acumulada de Leasing Mobiliário no 1º trimestre de 2026 totalizou 487 milhões de euros, uma quebra de 8,5% face aos 532,1 milhões de euros do período homólogo. Os Veículos Ligeiros mantiveram-se como o principal segmento, com 199,1 milhões de euros de produção (-3,9%), enquanto os Veículos Pesados cresceram 8,4% atingindo os 151,3 milhões de euros. O Leasing foi responsável pelo financiamento de cerca de 60% dos veículos pesados em Portugal.
Nos veículos ligeiros, extrapolando para o mercado os dados recolhidos, destaque para o crescimento dos motores eletrificados: os elétricos somaram 45,5 milhões de euros (+23,4%) e os híbridos plug-in 37,5 milhões de euros (+41,5%), face à quebra da gasolina (-9,2%).
Leasing Imobiliário: crescimento de 5%, com destaque para os imóveis industriais
A produção de Leasing Imobiliário ascendeu a 183,8 milhões de euros no 1º trimestre de 2026, um crescimento de 5% face aos 175 milhões de euros do período homólogo. As empresas e entidades públicas continuam a dominar o segmento, representando 97,8% do valor total.
Por tipologia de imóvel, os Imóveis Comerciais mantiveram-se como principal segmento, com 63,8 milhões de euros, ainda que com uma redução de 15%. Os Imóveis Habitacionais somaram 57 milhões de euros (-5,1%), enquanto os Imóveis Industriais avançaram 23,4%, para os 30 milhões de euros.
Somando as duas componentes – mobiliária e imobiliária -, o Leasing financiou no 1º trimestre de 2026 investimentos no valor de 670,8 milhões de euros.
Renting: frota ultrapassa as 147 mil viaturas, com peso crescente dos elétricos
O Renting de veículos ligeiros registou, no 1º trimestre de 2026, uma produção acumulada de 9 284 viaturas novas entre as associadas, uma quebra de 10,0% face às 10 321 unidades do período homólogo, com o valor de investimento a recuar 6,5%, para os 255,5 milhões de euros.
Em contrapartida, a frota gerida pelas empresas associadas à ALF continuou a crescer, atingindo 147 115 viaturas em circulação, um acréscimo de 6,2% face ao final do 1º trimestre de 2025, com um valor contabilístico de 3,2 mil milhões de euros (+10,7%).
O contributo do Renting para a transição energética continuou a ser fundamental. As viaturas com zero emissões representaram já 30,2% da produção total do trimestre, e a sua penetração na frota gerida cresceu 39,3% face a 2025, ultrapassando as 29 500 unidades. Os veículos elétricos e híbridos plug-in em Renting representaram 51,6% do número de viaturas novas adquiridas no 1º trimestre de 2026.
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Os resultados do primeiro trimestre de 2026 confirmam o papel estrutural dos setores do Leasing, Factoring e Renting no financiamento e na modernização da economia portuguesa. O Factoring alcançou um novo máximo histórico para um primeiro trimestre, o Renting continuou a reforçar a eletrificação da sua frota e o Leasing Imobiliário mantém uma trajetória de crescimento sólida, num trimestre em que se registaram decréscimos em alguns dos segmentos, o que tendo em conta a forte ligação destes produtos ao investimento na economia nacional, poderão antecipar sinais de uma evolução económica mais contida”, afirma Luís Augusto, Presidente de Direção da ALF.
