: 25 de Maio, 2026 Redação:: Comentários: 0

A reciclagem é uma das formas mais diretas e eficazes de agir em defesa de um melhor presente e futuro. Num momento em que enfrentamos fenómenos climáticos extremos, cadeias de abastecimento instáveis e dependência de matérias-primas importadas, a reciclagem e a recuperação de materiais ganha uma nova urgência. Reintegrar resíduos na economia é uma decisão estratégica que reforça a autonomia, a resiliência e a capacidade de criar valor dentro do próprio país. Ao fazê-lo, Portugal reduz a dependência externa, transforma desperdício em oportunidade e constrói uma economia mais forte, eficiente e sustentável.

Portugal tem feito um percurso relevante nesta área, com investimentos na prevenção e redução de resíduos, no reforço da recolha seletiva e na modernização das infraestruturas de tratamento.

Temos de continuar a trilhar e reforçar o nosso empenho, é necessário melhorar a separação na origem, aumentar as taxas de reciclagem e reduzir o envio de resíduos para aterro. A inovação tecnológica, a capacitação dos agentes do setor e o envolvimento do tecido empresarial são decisivos, mas nada substitui o papel ativo dos cidadãos.

Cada embalagem corretamente separada, cada hábito de consumo mais consciente e cada iniciativa local contam. A reciclagem começa em casa, nas escolas, nas empresas e nas comunidades, e ganha escala através de políticas públicas coerentes, baseadas no conhecimento científico e na cooperação entre todos os atores.

Garantir um futuro mais sustentável exige ação hoje.

Nesse sentido, o Governo apresentou a Estratégia TERRA+ que promove uma reforma estrutural de todo o ciclo de resíduos. Contempla várias medidas em 6 eixos de ação, um modelo de governança multinível e um programa de financiamento, até 2030. É uma estratégia de execução, com transparência e prazos, um realinhamento estratégico para os resíduos e é o maior esforço financeiro de sempre no setor.

Assim, garante previsibilidade, coesão territorial e eficiência económica. Com esta Estratégia, ao transformar resíduos em recursos, estamos a dar um contributo para acelerar o setor dos resíduos, a proteger o ambiente, a criar emprego, incrementar a competitividade da economia circular, gerar riqueza e promover uma sociedade mais responsável e solidária, melhorando a qualidade de vida das pessoas.

João Manuel Esteves, Secretário de Estado do Ambiente