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A etapa do caminho de Ourém é a última até ao altar do Mundo. As poucas pedras que ainda faltam conquistar, num caminho que é caraterizado mais pela fé, tal como acredita o Presidente da Câmara Municipal de Ourém, Luís Miguel Albuquerque, são galgadas com extrema “canseira”, emoção, mas sobretudo esperança em avistar a luz do Santuário de Fátima e a Capela das Aparições.

“Quando o tema é peregrinação, bem podemos dizer que todos os caminhos vêm dar a Fátima”, diz-nos Luís Miguel Albuquerque, Presidente da Câmara Municipal de Ourém. O concelho que serve de porta de entrada a milhares de peregrinos, agora vitoriosos, para um dos Santuários mais aclamados e avistados do mundo.

Os quilómetros que restam dos caminhos de Fátima são dominados pela fé, define o autarca do município que abraça a última etapa do trajeto, mas também de muitos sentimentos à mistura – lágrimas, cansaço e esperança. Sobretudo por verem a sua missão cumprida e a prece alcançada, após terem percorrido o “cabo das tormentas”.

No trajeto montanhoso até a essa terra da Virgem Maria, Luís Miguel Albuquerque conta que “os peregrinos acabam por descobrir o território” de Ourém, a sua “beleza paisagística”, caracterizada pela “fauna e flora (…), serranias e cursos de água”, bem como a parte histórica e monumental, através das “capelas que adornam o caminho”. Este é composto também pelo “contacto com as nossas gentes que tão bem gostam de receber”. A cereja no topo do bolo e o “justo prémio” para quem percorre centenas de quilómetros para os visitar é a gastronomia típica desta região.

O Presidente adianta ainda que o seu município “é sensível às necessidades” do povo peregrino que prefere “vir a Fátima a pé”. Nesse sentido, a Câmara tem colocado “mãos à obra” para melhorar o trajeto e a segurança, mediante a “manutenção de caminhos, bermas e valetas” e a construção de passeios. Para além disso, estão a terminar a “requalificação da Estrada de Leiria (…) a principal via de acesso pedonal à Cidade de Fátima”. Uma empreitada “que representa um esforço financeiro bastante significativo” e abrange, por exemplo, «a construção de uma vasta extensão de passeios, desde o limite do Concelho de Ourém até à Rotunda dos Peregrinos”.

Para reforçar o compromisso com esse objetivo, querem também “muito em breve”, “dar um novo brilho” à Estrada de Minde, de Alcanena à Rotunda dos Pastorinhos. Esse é um acesso que serve “essencialmente quem vem do sul do país” e é considerado o segundo “com maior afluência de peregrinos”. Como “onde todos ajudam, nada custa”, também as “instituições e associações oureenses” prestam auxílio aos peregrinos, nomeadamente na “cedência de espaços”, melhorando assim o acolhimento dos mesmos.

Antes de Fátima, há “além” para ser visto em Ourém

O Presidente da Câmara alerta-nos que “de norte a sul do Concelho” de Ourém “não faltam motivos de interesse” para incluir num possível roteiro turístico. O próprio autarca enumera alguns locais, como “a Vila Medieval e o Castelo “, que foi recentemente requalificado e que para ele é hoje um dos monumentos “mais imponentes e relevantes da história de Portugal”. Destaca também o “Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurios ou a Praia Fluvial do Agroal”. Já na própria baixa, Luís Miguel Albuquerque sugere a visita à “Casa do Administrador” e ao “Teatro Municipal, também ele recentemente modernizado“ e “com uma programação artística e cultural de excelência”.

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