A crescente sofisticação da cibercriminalidade e a aceleração tecnológica transformaram a cibersegurança num pilar essencial para a resiliência empresarial em Portugal. Neste contexto, a segurança já não pode ser abordada de forma isolada: a proteção física e digital deve ser integrada num modelo único, capaz de antecipar riscos e responder com rapidez.
Este é o fundamento da Segurança Híbrida, que combina profissionais especializados, tecnologia avançada e análise inteligente de dados para oferecer uma visão completa e coordenada das ameaças. A Prosegur Security, através da integração das capacidades de cibersegurança da Cipher, solidificou a sua resposta a esta necessidade de antecipação. Esta união expande as nossas capacidades globais, permitindo-nos oferecer uma proteção que se estende da segurança física tradicional à segurança digital mais avançada, criando um ecossistema de defesa integral.
Neste sentido, a empresa reforçou os seus serviços de Centro de Operações de Segurança (SOC) através da incorporação de inteligência artificial nos processos de deteção e resposta gerida. A IA é aplicada na deteção precoce, na análise preditiva e na automatização de respostas, permitindo identificar padrões anómalos, correlacionar sinais fracos e atuar em tempo real. Isto reduz a janela de exposição e melhora significativamente a eficácia das equipas humanas.

Apesar dos avanços, muitas empresas portuguesas continuam a subestimar riscos críticos. O fator humano continua a ser a principal via de entrada para ataques de engenharia social. Além disso, persistem falhas de atualização, falta de visibilidade sobre os ativos digitais e uma fraca preparação para responder a incidentes. A isto soma-se o uso pouco controlado de ferramentas de IA, que pode resultar em fugas de informação ou exposição involuntária de dados. Para reforçar a sua resiliência, as organizações devem priorizar a gestão contínua de vulnerabilidades, a monitorização 24/7, a segmentação de redes e a proteção de identidades.
A monitorização, deteção e resposta a incidentes de segurança física e digital tornou-se um pilar estratégico. As organizações mais preparadas são aquelas que mantêm programa de consciencialização e formação contínua, realizam simulações de ciberataques, fomentam a comunicação imediata de incidentes e promovem uma cultura onde a cibersegurança faz parte das tarefas diárias. Transformar os colaboradores num ativo defensivo é tão importante como investir em tecnologia.

Num contexto em que os cibercriminosos utilizam inteligência artificial para criar ataques mais personalizados e difíceis de detetar, a partilha de conhecimento é essencial. Iniciativas como a RootedCON Lisboa contribuem para fortalecer a comunidade de cibersegurança e elevar o nível de preparação do País.
Investir em segurança, do físico ao digital, é uma aposta estratégica e constitui a base para garantir a continuidade do negócio num ambiente cada vez mais complexo.
Luís Martins, Diretor-Geral Prosegur Cybersecurity Portugal

