: 22 de Maio, 2026 Redação:: Comentários: 0

Nunca, como no momento atual, a utilização de recursos secundários obtidos por reciclagem dos resíduos, foi tão importante.

A economia inversa, que permite que o resíduo em fim de vida retorne ao sistema produtivo, constitui um poderoso recurso económico gerador de empregabilidade e diversificador de fontes de matérias-primas e de energia de origem secundária, de excecional relevância.

Os recursos naturais, já escassos, e a energia de origem fóssil, atravessam uma grave crise não apenas pela guerra no Médio Oriente, que a agravou de forma profunda, mas também porque a inovação em tecnologia para a proteção do ambiente e da saúde humana, trouxe a necessidade de obtenção de fontes de energia alternativa em grande escala.

Falando de mobilidade, nomeadamente de transportes, estamos a falar de elevados consumos de energia elétrica para abastecer os veículos elétricos, de desejáveis elevados consumos de biodiesel, HVO e Jet fuel, para substituírem os combustíveis fósseis.

Os resíduos metálicos, entre outros, funcionam já como matérias-primas secundárias para a indústria. Os resíduos biodegradáveis, nos quais se incluem os óleos alimentares usados, os restos de cozinha e os resíduos das pecuárias, são fontes de produção de energia térmica e elétrica, de biofuels e de biogás.

Empresas do Canadá, e dos Estados EUA, convertem biogás em eletricidade para utilização por consumidores intensivos. Se juntarmos estas tecnologias, à da produção de energia elétrica de fontes renováveis, eólica, solar e energia das ondas, obtemos um reforço e uma diversificação dos modelos económicos associados à produção da mesma.

Iluminaremos espaços públicos, convertendo resíduos biodegradáveis em biogás e, sequencialmente, em energia elétrica.

Brevemente veremos “os aviões a levantar voo e a rasgar os céus” a biofuels, e-fuels ou outro tipo de energia, com zero ou reduzidas emissões.

Economia Inversa? Uma alternativa para o futuro!

Quitéria Antão, Presidente da APOREB