Na sociedade contemporânea, as necessidades de proteção social tornaram-se mais complexas e diversificadas, exigindo uma agilidade que, por vezes, desafia as estruturas tradicionais.
É neste cenário que o voluntariado se afirma como um pilar de cidadania ativa e responsabilidade partilhada, atuando de forma complementar ao Estado e ao sistema de Segurança Social.
Para este Ministério, o voluntariado é uma expressão particularmente elevada dos valores da cidadania; e o voluntariado social, em especial, é uma missão altruísta que gera coesão social e um valor social e humano incalculável.
O Governo valoriza todas as formas de participação cívica; por isso, não poderíamos ignorar o contributo decisivo de quem se entrega a causas sociais, a título benévolo e de forma livre.
Este compromisso materializa-se em políticas concretas. Desde logo, no reconhecimento da importância do Voluntariado Sénior no Estatuto da Pessoa Idosa, promovendo o envelhecimento saudável e a transmissão de saber; na Bolsa de Cuidadores Informais, que se abre ao voluntariado; e ainda na criação do ‘Centro de Competências para a Economia Social’, que vai investir na formação de voluntários. Estas medidas apoiam a economia social e valorizam a atividade do voluntariado.
O ano de 2026, ‘Ano Internacional dos Voluntários para o Desenvolvimento Sustentável’, assume, por isso, uma relevância histórica para o nosso país.
Com o Município da Maia como ‘Capital Europeia do Voluntariado’ e Vila Nova de Gaia como ‘Capital Nacional’, Portugal está na vanguarda das políticas de impacto social. Estes marcos reconhecem uma cultura onde a inovação social caminha de mãos dadas com a entrega desinteressada, ajudando a fechar fossos de desigualdade.
O valor do voluntariado transcende métricas económicas; é a garantia de uma resposta humana aos desafios mais prementes, desde a inclusão de grupos mais vulneráveis, ao combate à pobreza, passando pela solidariedade intergeracional.
Ao fortalecer os laços comunitários e interligar gerações, o voluntariado adequa-se aos desígnios da ‘Europa Social’, provando que uma sociedade é mais forte quando os seus cidadãos decidem, livremente, contribuir para o bem comum.
Os voluntários são também o rosto de um Portugal altruísta. Garantir-lhes o devido reconhecimento é um imperativo ético, atendendo ao impacto decisivo das suas ações na construção de uma sociedade mais justa e solidária.
Finalmente, o voluntariado é um eixo estratégico para a Agenda 2030; uma força transversal que assegura que ninguém fica para trás.
Porque colocamos os mais vulneráveis no coração da nossa ação política, apoiar o voluntariado é a expressão natural de um Governo que não abdica de uma proteção social próxima, humana e solidária.
Maria do Rosário Palma Ramalho, Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social
