: 13 de Março, 2026 Redação:: Comentários: 0

A educação, a formação e o emprego constituem um triângulo indissociável para o desenvolvimento sustentável da sociedade portuguesa. Enquanto Presidente da Direção da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP), reafirmo a certeza de que o setor não estatal de ensino tem um papel determinante na construção de respostas educativas inovadoras, diversificadas e alinhadas com as exigências de um mundo em rápida transformação.

Vivemos uma era marcada pela aceleração tecnológica, pela transição digital e pela necessidade de novas competências. Ora, o setor de ensino particular e cooperativo tem demonstrado, sobretudo nestas últimas cinco décadas de realidade associativa, uma capacidade singular de adaptação, de inovação pedagógica e de inquestionável proximidade às comunidades educativas. Todos contam, todos desempenham um papel no ecossistema do ensino. A autonomia de gestão, a estabilidade do corpo docente, a liderança e a liberdade de projeto educativo, que é valorizada pelas famílias, são ingredientes que permitem a criação de modelos formativos mais flexíveis e eficazes do que aqueles que oferece a escola pública estatal. Estes modelos, orientados para o desenvolvimento integral dos alunos, preparam-nos com competências e autonomia para prosseguirem estudos ou para seguirem para o mercado de trabalho. O superior não é uma obrigatoriedade, o emprego não é uma fatalidade.

A inovação no setor privado de ensino não se limita à introdução de novas tecnologias em sala de aula. Ela manifesta-se na articulação com empresas, com organizações da sociedade civil, com programas de voluntariado, na promoção de percursos formativos diferenciados, na aposta em metodologias ativas de aprendizagem e na valorização da formação ao longo da vida. Estas práticas, que são múltiplas e que contribuem para uma formação integral das crianças e jovens, contribuem para uma melhor correspondência entre educação e vocação, entre ensino e emprego, promovendo a realização individual, mas também a empregabilidade, o empreendedorismo e a competitividade da economia nacional.

Defender a liberdade de educação, um direito fundamental consagrado na nossa Constituição, é defender o direito das famílias a escolherem o projeto educativo que melhor responde às necessidades, valores e aspirações dos seus filhos. A pluralidade educativa fortalece o sistema de ensino como um todo, fomenta a qualidade e estimula a melhoria contínua, em benefício dos alunos e da sociedade.

A coexistência equilibrada entre ensino público, privado e cooperativo não deve ser vista como uma oposição – como muitas vezes a classe política parece querer fazer acreditar por motivos ideológicos – mas como uma complementaridade essencial.

É fundamental, nesse sentido, que as políticas públicas reconheçam e valorizem o contributo do ensino particular e cooperativo, criando condições de estabilidade, confiança e cooperação institucional. Só assim será possível consolidar um sistema educativo verdadeiramente inclusivo, inovador e orientado para o futuro, capaz de formar cidadãos qualificados, responsáveis e preparados para os desafios do emprego e da cidadania ativa.

A educação é, e continuará a ser, o investimento mais seguro no progresso coletivo. O setor privado e cooperativo está pronto para continuar a assumir esse compromisso, com responsabilidade, inovação e liberdade.

Parabéns à Futurália e à Qualifica, projetos de iniciativa privada que prestam um verdadeiro serviço público à sociedade e economia portuguesas!

Dra. Joana Maria Cardoso Cunha Vieira, Presidente da Direção da AEEP (Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular)