: 22 de Maio, 2026 Redação:: Comentários: 0

Rui Botica Santos, Sócio Administrador da Sociedade Coelho Ribeiro & Associados (CRA), sublinha o percurso sólido e distintivo de uma das mais antigas sociedades de advogados em Portugal, fundada em 1986. Com quase quatro décadas de atividade, a CRA afirma-se pela especialização no direito empresarial e em áreas de nicho, aliando experiência, coesão interna e inovação tecnológica para responder aos desafios atuais da advocacia e às necessidades dos seus clientes.

Em que ano foi fundada a Sociedade Coelho Ribeiro & Associados (CRA) e quais são os principais serviços que presta aos seus clientes?

A Coelho Ribeiro e Associados (CRA) foi fundada em 1986, na sequência da aprovação da atual lei das sociedades de advogados, tendo sido a sétima a ser constituída e registada ao abrigo desta lei. Curiosamente, somos a CR7 das sociedades de advogados, e uma das mais antigas. Este ano celebramos 40 anos de história.

Outro aspeto distintivo é o facto de termos mantido sempre a mesma designação, incluindo após o falecimento do nosso sócio fundador, o Dr. Coelho Ribeiro. Com a devida modéstia, podemos também dizer que em 1998 fomos pioneiros na afirmação da sociedade através de uma marca própria assente nas siglas CRA, que hoje consolidam a nossa identidade.

Os nossos serviços centram-se no que costumo designar, de forma genérica, como direito empresarial, com especial enfoque em áreas de nicho como o setor mineiro (regulatório), as tecnologias de informação, o imobiliário, o laboral, o societário e a arbitragem desportiva.

Como é composta a equipa da CRA e quais são os valores que orientam a vossa atuação?

A equipa da CRA integra advogados com diferentes níveis de experiência e especialização, permitindo uma abordagem complementar e próxima das necessidade dos clientes. Procuramos conjugar a experiência acumulada ao longo de décadas com a energia das gerações mais jovens.

Um traço que nos caracteriza é o facto de a quase totalidade dos sócios ter iniciado aqui o seu percurso, tendo feito o estágio na CRA. É, de certa forma, uma casa onde crescemos profissionalmente, o que reforça o nosso sentido de identidade, de continuidade e de afinidades. Privilegiamos o bom relacionamento entre a equipa.

Mais do que a dimensão, valorizamos a coesão da equipa e a forma como trabalhamos em conjunto. Temos uma estrutura relativamente ágil, que facilita a comunicação interna e permite dar respostas rápidas e eficazes.

De que forma procuram distinguir-se no setor da advocacia? Quais são, na vossa perspetiva, os principais desafios atuais da profissão e como os enfrentam?

Procuramos distinguir-nos pela forma como nos posicionamos e abordamos os desafios dos nossos clientes. A expressão “problema” não faz parte do nosso léxico. Lidamos com desafios e temos sempre o cuidado de os resolver na perspetiva do interesse do cliente.

A profissão enfrenta hoje desafios relevantes, desde logo a crescente competitividade. A tecnologia, em particular a inteligência artificial, está também a transformar a advocacia. Encaramos essa evolução como uma oportunidade, integrando ferramentas que aumentam a eficiência, sem abdicar do juízo crítico. A inteligência artificial é um instrumento útil, mas ainda não substitui a criatividade do advogado na análise e resolução dos assuntos.

Outro desafio importante é a retenção de talento, ao qual respondemos com um ambiente colaborativo e com perspetivas de crescimento. Paralelamente, procuramos preservar a identidade e os valores da profissão num contexto de mudança acelerada.

Quais são os objetivos e ambições da CRA para o futuro?

Quanto ao futuro, a nossa ambição passa por reforçar a especialização, aprofundar a internacionalização através de parcerias, e continuar a integrar a tecnologia de forma inteligente e consciente. Tudo isto sem perder o foco no que sempre nos definiu: rigor, proximidade, confiança, disponibilidade e ética.