Com mais de 50 anos de história, o Colégio de Nossa Senhora da Graça, em Vila Nova de Milfontes, alia a tradição da educação católica à inovação pedagógica, apostando na formação integral dos alunos, na proximidade às famílias e na preparação para os desafios de uma sociedade em constante transformação.
Preservar a identidade sem deixar de acompanhar a evolução da sociedade é um dos princípios que orientam o Colégio de Nossa Senhora da Graça. Inspirado no legado do arcediago Joaquim Maria Lourenço, o projeto educativo mantém como prioridade o acompanhamento integral das crianças e jovens, valorizando não só o sucesso académico, mas também o desenvolvimento pessoal e social.
A Diretora Pedagógica, Prof.ª Elizabeth Damásio, recorda que a instituição nasceu de uma resposta às necessidades sociais da época, inicialmente enquanto colónia de férias, mantendo até hoje essa preocupação com a educação e o bem-estar dos alunos. “A educação tem de ter um resultado prático, concreto, tem de ser pensada, tem de ter uma intenção”, sublinha. Uma visão que se traduz numa escola aberta à comunidade e atenta a temas como a transição digital, a emergência climática e a multiculturalidade.
O Presidente, Eng.º Carlos Bernardino, considera que a longevidade da instituição depende da capacidade de respeitar o legado do fundador e acompanhar a evolução da sociedade. O segredo passa por “estarmos atentos e saber o que a sociedade nos pede”, sem ceder a modas ou mudanças precipitadas, mas evoluindo de forma ponderada.
Neste percurso, as famílias assumem um papel essencial. A instituição promove reuniões regulares e mantém uma articulação próxima com a associação de pais, reforçando o acompanhamento dos alunos.
A abertura estende-se à comunidade local, através da cedência de espaços para reuniões, formações e atividades desportivas, bem como da participação em iniciativas e estruturas municipais. “Nós fazemo-lo por convicção. Porque achamos que é mesmo o melhor para o processo de educação”, afirma Carlos Bernardino, sintetizando uma filosofia assente no espírito de missão e de serviço.
A formação integral concretiza-se também através de projetos que promovem a autonomia, a responsabilidade e a solidariedade. As mobilidades europeias do programa Erasmus+ permitem aos alunos do ensino profissional realizar estágios e contactar com outras realidades culturais e profissionais. A participação foi, entretanto, alargada ao ensino escolar, reforçando as oportunidades de aprendizagem e o desenvolvimento de competências.
Paralelamente, o Colégio está a aprofundar a integração da inteligência artificial na educação. Foi criado um gabinete dedicado a esta área, que prepara um projeto experimental para facilitar a leitura dos enunciados dos testes a estudantes com necessidades educativas específicas.
Para Carlos Bernardino, a resposta aos desafios tecnológicos passa, antes de mais, pelo conhecimento: “A melhor forma de dar resposta aos perigos que possam aparecer é termos conhecimento, usar, experimentar”.
A inclusão e o bem-estar assumem igualmente destaque num projeto iniciado este ano letivo, dedicado à saúde mental e à prevenção do bullying. Envolvendo a comunidade escolar, as famílias e uma equipa de psicólogos, a iniciativa procura combater a discriminação e promover a integração, nomeadamente através do desporto e de medidas que reforçam o sentido de pertença.

