A Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting (ALF) acaba de apresentar os resultados de produção do primeiro semestre de 2026 para os três setores que representa: Factoring, Leasing (Mobiliário e Imobiliário) e Renting.
Os dados evidenciam dinâmicas distintas: o Factoring acelera de forma expressiva, o Leasing Imobiliário inverte a quebra do ano anterior, e o Leasing Mobiliário e a produção de Renting recuam face ao período homólogo.
Principais indicadores
- Factoring – Créditos tomados: 28,8 mil milhões de euros
Variação face ao 1.º semestre de 2025: +20,6% - Leasing Mobiliário – Produção total: 1,1 mil milhões de euros
Variação homóloga: -6,2% - Leasing Imobiliário – Produção total: 412 milhões de euros
Variação homóloga: +15,1% - Renting – Produção total: 499 milhões de euros (18 014 viaturas)
Variação homóloga: -6,3%
O Factoring registou créditos tomados de 28,8 mil milhões de euros, face a 23,9 mil milhões no 1º semestre de 2025. O Confirming foi o principal motor do crescimento: tomou créditos de 14,4 mil milhões de euros (+30,6%) e passou a representar mais de metade da atividade do setor do Factoring. O Factoring doméstico cresceu 11,9%, para 11,1 mil milhões de euros, e o Factoring internacional 12,0%, para 3,3 mil milhões.
Neste último, a exportação subiu 9,4%, para 3 mil milhões, e as importações 45,1%, para 317 milhões. A carteira de crédito concedido ascendeu a 11,1 mil milhões de euros (+8,1%) e o total sob gestão a 12,3 mil milhões (+8,5%).
No setor da Saúde Pública foram tomados 3,3 mil milhões em créditos, um aumento de 6,5% face ao semestre homólogo.
A produção de Leasing Mobiliário foi de 1,1 mil milhões de euros, menos 6,2% que no período homólogo. Por tipo de equipamento, os veículos pesados cresceram 9,4% em valor (para 294 milhões de euros), enquanto os veículos ligeiros recuaram 4,5% (para 456 milhões).
Nos veículos ligeiros, os elétricos e híbridos plug-in representaram 43,9% dos veículos ligeiros financiados, contra 35,4% um ano antes: os elétricos aumentaram 27% e os híbridos plug-in 10%.
No Leasing Imobiliário, a produção atingiu 412 milhões de euros (+15,1%), face a 358 milhões em 2025, invertendo a descida de 19% registada no ano anterior. Empresas e entidades públicas concentraram 98,5% do valor. Por tipo de imóvel, destacaram-se os imóveis habitacionais (126 milhões de euros, +14,3%) e os industriais (68 milhões, +63,4%), enquanto os comerciais recuaram 23,2% (118 milhões). Somando as duas componentes, o Leasing financiou investimentos de 1,5 mil milhões de euros, ligeiramente abaixo (-1,1%) do primeiro semestre de 2025.
No Renting, foram contratadas 18 014 viaturas ligeiras novas, menos 7,3% do que em 2025, com um investimento de 499 milhões de euros (-6,3%). No entanto, a frota total gerida pelas empresas de Renting cresceu 6,8%, para 149 788 viaturas em circulação, com um valor de 3,3 mil milhões de euros (+9,9%).
As viaturas elétricas de zero emissões já representam 28,4% das viaturas adquiridas no Renting, um aumento de 3,3 pontos percentuais face ao mesmo período de 2025. Na frota gerida as viaturas de zero emissões já atingem os 21,6%.
“O primeiro semestre de 2026 mostra um setor com dinâmicas distintas. O Factoring e o Confirming reforçam o seu papel na gestão de tesouraria das empresas e o Leasing Imobiliário recupera, enquanto o Leasing Mobiliário e o Renting, apesar de um contexto de mercado mais exigente, continuam a desempenhar um papel relevante no financiamento da economia e na aceleração da transição para uma mobilidade de menores emissões”, afirma Luís Augusto, Presidente de Direção da ALF.
De acordo com o relatório estatístico anual 2025 da Leaseurope, o mercado europeu de Leasing e Renting registou nova produção de 464 mil milhões de euros no ano de 2025, um crescimento de 3,2%. O cluster Mediterrâneo, que inclui Portugal, cresceu 7,0%. Em Portugal, o Leasing e o Renting financiaram 20% do investimento em equipamento e 4% do investimento em imobiliário, a taxa mais elevada entre os países com dados reportados neste último segmento.
