: 25 de Setembro, 2026 Redação:: Comentários: 0

À superfície, o resultado pode ser uma ribeira livre de um foco de poluição. Debaixo do solo, há um trabalho menos visível: inspecionar tubagens, corrigir ligações e recuperar coletores. Em Guimarães e Vizela, a Vimágua reforça esta intervenção com equipas especializadas, tecnologia e mais de 10 milhões de euros de investimento previstos até 2029.

No ano em que Guimarães é Capital Verde Europeia, modernizar o saneamento é também proteger a água, a biodiversidade e a qualidade de vida. Reduzir descargas poluentes e preparar a rede para a precipitação intensa dá expressão a esse compromisso, prolongando-o para além de 2026. A aposta na energia solar e na redução dos volumes indevidos enviados para tratamento acompanha a meta municipal de neutralidade climática até 2030. Desde 2018, a empresa dispõe de uma área dedicada ao diagnóstico e à correção de anomalias. Hoje, 20 trabalhadores dedicam-se em exclusivo a estas atividades, com apoio de empresas especializadas. Câmaras de vídeo, testes com fumos, traçadores coloridos e telemetria ajudam a localizar falhas e a definir prioridades. Desde 2018, as inspeções por vídeo somam cerca de 140 quilómetros. Na reparação, sempre que tecnicamente possível, a tecnologia CIPP permite introduzir uma manga no coletor que, depois de endurecer, forma uma nova estrutura interior. Cerca de 6 quilómetros foram reabilitados desde 2018 com esta solução, que pode reduzir escavações e perturbações no espaço público.

Entre 2018 e 2025, a Vimágua aplicou cerca de 2,3 milhões de euros na substituição e remodelação de redes e equipamentos de saneamento. Durante esse período, a empresa investiu em meios operacionais e tecnológicos, incluindo um camião hidrolimpador para limpeza e manutenção preventiva. O balanço inclui mais de 2 500 caixas de visita e de ramal reabilitadas. As intervenções ao longo dos últimos anos, permitiram eliminar focos históricos de poluição nas ribeiras de Couros, Santa Luzia e Passos, encaminhando para tratamento águas residuais antes rejeitadas no meio hídrico. Foram também reduzidos os transbordamentos.

Persistem, contudo, desafios. Hoje temos identificadas mais de 5 000 situações de entrada indevida de água na rede, que sobrecarregam o sistema e agravam os custos de tratamento. A resolução deste problema depende, em grande medida, da intervenção dos proprietários nas redes particulares. Por isso é que, nos últimos meses, a Vimágua tem intensificado a fiscalização e a sensibilização junto dos proprietários no sentido de minimizar as afluências indevidas que tanto impacto têm no valor da fatura mensal. Até 2029, a Vimágua vai investir cerca de 10 milhões de euros na expansão e na renovação da rede de saneamento, para além de quase um milhão em novos equipamentos. A empresa quer também elevar a adesão ao serviço por rede fixa de cerca de 86% para mais de 91%, aproximando a utilização efetiva da cobertura disponível. O objetivo é fazer chegar os benefícios do saneamento a mais pessoas, com uma rede mais fiável e rios mais protegidos.

Vimágua em números

  • 2 municípios: Guimarães e Vizela
  • Cerca de 942 km de rede de saneamento
  • Cobertura de 94% dos alojamentos
  • 96 estações elevatórias de águas residuais