Sandra Soares, CEO da Brain Power, defende um mercado de trabalho onde a flexibilidade não seja sinónimo de insegurança. Numa altura em que surgem novas profissões, modelos de colaboração e percursos profissionais cada vez menos lineares, a empresa tem vindo a afirmar-se como um parceiro próximo de trabalhadores independentes e empresas, apoiando-os na gestão das suas obrigações fiscais, laborais e administrativas e apostando na formação e na literacia financeira.
Para quem ainda não conhece a Brain Power, como descreveria a empresa e a sua missão no mercado?
Gosto de dizer que a Brain Power nasceu para resolver um problema que eu via todos os dias. Encontrava excelentes profissionais, muito competentes naquilo que faziam, mas completamente perdidos quando o assunto era fiscalidade, Segurança Social, direitos laborais ou simplesmente a gestão da sua atividade. Percebi que fazia falta alguém que estivesse verdadeiramente ao lado dessas pessoas. Foi assim que nasceu a Brain Power. Hoje continuamos com o mesmo propósito: simplificar a vida dos profissionais e das empresas, esclarecer, acompanhar e dar segurança para que cada pessoa possa concentrar-se naquilo que faz melhor.

Quais são as principais áreas de atuação da Brain Power e que tipo de empresas ou profissionais apoiam atualmente?
Ao longo dos anos fomos crescendo e hoje trabalhamos com profissionais de áreas muito diferentes. Continuamos muito ligados ao setor imobiliário, mas também acompanhamos profissionais da saúde, tecnologia, desporto, comunicação, criadores de conteúdos, artistas e muitos outros trabalhadores independentes. Também apoiamos empresas que procuram soluções mais flexíveis para as suas equipas. No fundo, trabalhamos com pessoas e empresas que valorizam um acompanhamento próximo e personalizado. Nunca acreditámos em soluções iguais para todos. Cada profissional merece um verdadeiro “fato à medida”.
Ao longo do vosso percurso, quais têm sido os principais desafios e conquistas que marcaram o crescimento da empresa?
O maior desafio foi mostrar que fazíamos muito mais do que tratar de questões administrativas. Desde o início quisemos que a Brain Power fosse vista como um parceiro de confiança e não apenas como um prestador de serviços. A maior conquista continua a ser a confiança das pessoas. Temos consultores que estão connosco há muitos anos, empresas que cresceram ao nosso lado e profissionais que hoje têm carreiras sólidas porque encontraram alguém que os acompanhou desde o primeiro dia. É isso que mais me orgulha.


A Brain Power distingue-se por disponibilizar soluções que promovem maior flexibilidade e segurança aos profissionais e às empresas. Como surgiu este conceito e que necessidades do mercado procurou responder?
Este modelo surgiu porque o mercado mudou muito e não foi capaz de encontrar uma solução para os trabalhadores independentes. Existem cada vez mais profissionais independentes e empresas que procuram formas de trabalho mais flexíveis. O problema é que, muitas vezes, essa flexibilidade vinha acompanhada de muita insegurança. A Brain Power nasceu precisamente para criar esse equilíbrio. Acredito que é possível trabalhar com flexibilidade sem abdicar da segurança, dos direitos e do acompanhamento. Foi essa necessidade que identificámos e continua a ser essa a nossa missão.
De que forma a Brain Power ajuda trabalhadores independentes e empresas a gerir os desafios administrativos, fiscais e laborais do dia a dia?
Acima de tudo, estamos presentes. Faz parte da nossa forma de trabalhar, acompanhar os consultores no dia a dia e responder às dúvidas que vão surgindo. Falamos sobre IRS, Segurança Social, enquadramento fiscal, direitos laborais, contratos ou qualquer outro tema relacionado com a atividade profissional. Muitas vezes basta uma conversa para evitar erros ou dar às pessoas a confiança de que precisavam para tomar uma decisão. É esse acompanhamento diário que faz a diferença.
O mercado de trabalho tem sofrido profundas transformações nos últimos anos. Quais considera terem sido as mudanças mais significativas e como é que a Brain Power tem acompanhado essa evolução?
A maior mudança foi percebermos que as pessoas procuram cada vez mais liberdade na forma como trabalham. Existem novas profissões, novas formas de colaboração e carreiras muito menos lineares do que existiam há alguns anos. Mas essa liberdade também traz mais responsabilidade. Na Brain Power temos acompanhado essa evolução estando muito próximos dos nossos consultores. Adaptamo-nos às mudanças legais, esclarecemos dúvidas e procuramos garantir que ninguém fica para trás por falta de informação.


A formação e o desenvolvimento de competências fazem parte da vossa atividade. Que importância atribuem à aprendizagem contínua num mercado de trabalho cada vez mais exigente?
Dou-lhe uma importância enorme. Aliás, basta olhar para o nosso dia a dia. Fazemos muitas apresentações, reuniões e sessões de esclarecimento, tanto em grupo como individualmente, e percebemos que ainda existem muitas pessoas que não sabem como funciona o IRS, quanto descontam para a Segurança Social ou quais são os seus direitos. Na minha opinião, a literacia financeira, fiscal e laboral devia começar muito antes, até na escola. Enquanto isso não acontece, sinto que também é nossa responsabilidade ajudar a esclarecer. Um consultor informado é um consultor mais seguro e mais preparado para construir o seu futuro.
Na vossa experiência, quais são hoje os maiores desafios enfrentados pelos trabalhadores independentes e pelas empresas na gestão das suas relações laborais?
Acredito que o maior desafio continua a ser a falta de informação. Muitas pessoas começam uma atividade sem conhecer verdadeiramente as suas obrigações e isso acaba por criar insegurança. Ao mesmo tempo, as empresas procuram soluções mais flexíveis, mas querem fazê-lo de forma segura. Na minha opinião, o futuro passa precisamente por esse equilíbrio. Podemos ter um mercado de trabalho mais moderno e mais flexível, mas nunca à custa da estabilidade, da previsibilidade e dos direitos das pessoas.
A transformação digital e a inteligência artificial estão a mudar a forma como trabalhamos. Que impacto acredita que estas tendências terão na gestão de pessoas e na prestação de serviços como os da Brain Power?
A inteligência artificial vai mudar muita coisa e acredito que ainda estamos apenas no início. Vai ajudar-nos a automatizar tarefas e a ganhar tempo, o que é muito positivo. Mas também acredito que nunca vai substituir aquilo que mais valorizamos na Brain Power: a proximidade. As pessoas continuam a precisar de alguém que as ouça, que as aconselhe e que as ajude a tomar decisões importantes. A tecnologia será uma ferramenta extraordinária, mas a confiança continuará a ser construída entre pessoas.

Quais são os principais objetivos da Brain Power para os próximos anos e que mensagem gostaria de deixar aos profissionais e às empresas que procuram soluções de trabalho mais flexíveis, sustentáveis e seguras?
Queremos continuar a crescer, mas sem perder aquilo que sempre nos distinguiu: a proximidade com as pessoas. Vamos continuar a apostar na formação, na literacia financeira, fiscal e laboral e num acompanhamento cada vez mais personalizado. A mensagem que deixo é muito simples: não tenham receio de procurar apoio. Hoje o mercado de trabalho é muito mais complexo do que era há alguns anos e ninguém tem de saber tudo. Costumo dizer que um profissional esclarecido é um profissional mais livre. E acredito sinceramente que esse continuará a ser o maior contributo da Brain Power para o futuro do trabalho.

