
No decorrer dos séculos XIX e XX, o termalismo evoluiu de um simples uso medicinal para um produto turístico complexo, que alia cuidados de saúde à oferta de lazer e bem-estar. Com o advento das técnicas modernas de balneoterapia, os tratamentos passaram a ser organizados de forma a promover não só a recuperação de doenças, mas também a prevenção e o relaxamento. Em Portugal, as estâncias termais exemplificam essa evolução, unindo o legado histórico a investimentos contemporâneos que visam oferecer experiências integradas de saúde e lazer. Hoje, as estâncias termais posicionam-se como destinos completos, oferecendo infraestruturas de alta qualidade – desde balneários até hotéis e centros de lazer. Essa oferta integrada permite que os visitantes desfrutem de períodos de repouso, programas de prevenção de doenças e experiências de relaxamento em um ambiente que valoriza a natureza e a cultura local.
Além dos benefícios individuais, o termalismo exerce um impacto positivo sobre as economias regionais. A criação de empregos diretos e indiretos, o desenvolvimento do turismo local e a valorização do patrimônio cultural são apenas alguns dos efeitos observados em regiões com forte tradição termal. Investir no termalismo significa resgatar uma tradição milenar e, ao mesmo tempo, inovar na oferta de serviços que cuidem do corpo e da mente, contribuindo para um envelhecimento saudável e equilibrado. Dessa forma, termalismo, saúde e bem–estar entrelaçam-se para proporcionar experiências transformadoras e um verdadeiro reencontro com a natureza e com o equilíbrio pessoal. Seja por meio da tradição ou da inovação, o poder curativo das águas continua a encantar e a transformar vidas. Da parte dos profissionais do sector, nomeadamente os médicos hidrologistas assume-se o empenho de continuar a proporcionar e a investigar, para que no presente e futuro a saúde e o bem-estar sejam sempre a alegria de viver.
António Jorge Santos Silva, Presidente do Colégio da competência em Hidrologia Médica da Ordem dos Médicos
