
Fundada em 2004, a PREDIMED é hoje a maior marca portuguesa de mediação imobiliária, contando com mais 130 agências espalhas por todo o país, empregando mais de 1500 consultores com vasta experiência e uma larga oferta que ultrapassa os 8000 imóveis. Em entrevista à Mais Magazine, Miguel Ribeiro, fundador da PREDIMED, orgulha-se de que na sua empresa o “consultor imobiliário é o centro do negócio imobiliário” que diariamente se esforça por fornecer “aos clientes um serviço de excelência e uma experiência positiva na compra, venda e arrendamento de imóveis”.
Comecemos esta entrevista por falar um pouco sobre si e sobre o seu trajeto profissional. Como a sua vida profissional se cruzou com a mediação imobiliária? Sempre foi um objetivo de carreira ou foi uma oportunidade que surgiu?
O imobiliário esteve sempre presente na minha vida. O meu pai constrói há 70 anos e, portanto, eu nasci na área do imobiliário. É algo que em toda a minha vida esteve presente, fazia parte do dia a dia. Daí que naturalmente a minha especialização académica tenha sido no imobiliário, nomeadamente no direito imobiliário. A minha experiência profissional desenvolveu-se na advocacia no departamento imobiliário de uma grande sociedade de advogados, em Lisboa, e, posteriormente, como empresário, foi também no imobiliário que comecei e tenho feito a minha carreira. Cruzei-me com a mediação desde que aos 18 anos me tornei gerente da empresa de construção do meu pai e, em 2004, perante a oportunidade de participar numa sociedade de mediação imobiliária por minha conta, ou seja, fora da esfera familiar, fiz a minha estreia como empresário. Na verdade, o meu objetivo sempre foi ser empresário, mas não especificamente na área da mediação. Se não tivesse sido essa oportunidade de fundar uma imobiliária, teria seguido, provavelmente, a área da promoção imobiliária.

A PREDIMED foi criada em 2004, tendo hoje uma rede de agências e consultores espalhada por todo o país. Como surgiu a oportunidade de abrir portas à sua própria empresa? O que o motivou a fazê-lo?
A oportunidade surgiu no início de 2004. Na altura, apesar de ser gerente da empresa do meu pai, estava a terminar o estágio de advocacia e, portanto, um pouco afastado do dia a dia da empresa. Uma das imobiliárias com que trabalhávamos tinha ao seu serviço um vendedor que tinha a ambição de ter uma imobiliária e procurava um “construtor” como sócio investidor. O meu pai, a quem nunca interessou nada mais do que a construção, achou que seria algo positivo para eu iniciar o meu percurso como empresário e passou-me o convite a mim e cá estou eu! A motivação de querer ser empresário por minha conta era aquilo que queria fazer desde que me conheço e a motivação para agarrar a oportunidade surgiu nesta altura.
O Miguel era muito jovem nessa altura! Como é que uma pessoa tem tão cedo a certeza do que quer fazer?
Sim, tinha 24 anos! Mas sempre tive desde cedo a vontade de ser empresário, de fazer alguma coisa com visibilidade, algo que tivesse algum impacto nas pessoas e no mercado ou negócios em que viesse a trabalhar! Mesmo antes de ter fundado a PREDIMED em 2004 já tinha feito os meus primeiros investimentos imobiliários e, como na altura não tinha capital para os fazer, já tinha arranjado investidores, numa experiência que se revelou lucrativa e importante para o meu futuro.
Qual é a missão que rege a ação diária da PREDIMED?
A missão da PREDIMED é fornecer aos seus clientes um serviço de excelência e uma experiência positiva na compra, venda e arrendamento de imóveis. Para produzir esse serviço, nesses termos, a PREDIMED procura ter os melhores e mais motivados consultores imobiliários do mercado. E para que isso seja possível, a PREDIMED é a imobiliária que melhor remunera os seus consultores!
Quais as razões que levam a PREDIMED a ser diferenciada no mercado e a ser a maior marca portuguesa de mediação imobiliária?
A PREDIMED defende desde 2010 que o consultor imobiliário é o centro do negócio imobiliário. Uma ideia que hoje é enunciada (não praticada) por todos, mas que em 2010 quando a anunciámos era revolucionária e até mal-encarada. Tudo era focado nas agências e nos donos das agências, que não faziam o negócio, mas que ficavam com a maioria do valor das comissões geradas. A PREDIMED nasceu em 2004 e devo dizer que até 2010 foi igual às outras, nesse aspeto. Desde que em 2010 fizemos ao mercado essa proclamação (fomos a primeira e durante muito tempo a única a praticar este sistema centrado no consultor imobiliário), iniciámos um percurso muito duro de mudança de mentalidades que nos trouxe até aqui!
O que está por detrás do sucesso alcançado pela marca?
O sucesso é uma coisa relativa. Há 10 anos atrás, os princípios já eram estes e por muitas razões a PREDIMED não era um caso de sucesso naquele momento. Dando um exemplo, se me perguntassem o que era ter “sucesso” para mim no início da PREDIMED, a resposta seria ter mais do que uma agência. Em 2011, por exemplo, estava a ter sucesso porque chegámos a ter 40 agências. Mas em 2015 tínhamos apenas uma dezena de agências abertas e não estávamos a ter sucesso, porque a PREDIMED já tinha tido uma dimensão maior. Mas também já tinha sido muito mais pequena! Por isso digo que é relativo. Mas voltando à questão, o mais importante é que nessa altura de menor fulgor ou de insucesso fomos obrigados a adaptar o modelo de negócio e a perceber o que poderíamos fazer de formar diferente e melhor. Tivemos de redefinir a estratégia até encontrarmos um modelo e um sistema que o mercado desejasse e que nos diferenciasse do resto. De facto, temos hoje uma dimensão e uma projeção de marca como nunca tivemos anteriormente. Somos hoje uma marca e uma estrutura muito mais maduras e isso reflete-se na implantação que alcançamos no mercado. Mas foram as lições dos insucessos que nos trouxeram até aqui! Entretanto, e com muita perseverança, conseguimos ir afirmando o nosso caminho e obter o tal “sucesso”. O que queremos é que daqui a 10 anos o sucesso de hoje seja pequeno face ao que viermos a ter daqui para a frente! Portanto, as palavras certas têm sido: perseverança, adaptação, evolução e diferenciação.

Mas é inegável que é hoje um caso de sucesso no panorama da mediação imobiliária ou não acha?
Sou por natureza um eterno insatisfeito, acho sempre que conseguimos melhor partindo do que estamos a fazer hoje. Se estou num patamar, olho para o seguinte. Isso está no meu ADN e por isso está na identidade da PREDIMED: fazer amanhã melhor do que fizemos hoje. Acho que nos últimos 10 anos temos sido um caso de sucesso, duplicando de ano para anos os números, subindo patamares e ganhando visibilidade e reconhecimento! Mas estamos ainda muito longe do que podemos e do que queremos! Temos um potencial enorme e sentimos que cada vez mais temos as condições para chegar mais longe. Como diz, e bem, o nosso diretor-geral: “temos a humildade dos pequenos e a ambição dos grandes!”
O sucesso da PREDIMED é alicerçado na excelência dos seus consultores imobiliários. Na procura de se manter na vanguarda da mediação imobiliária, quais os cuidados que a PREDIMED tem no recrutamento dos seus consultores?
No recrutamento temos um princípio inabalável: só queremos trabalhar com quem queira trabalhar connosco respeitando os nossos valores: integridade, honestidade e transparência. Verificados estes pressupostos, entendemos que todas as pessoas merecem uma oportunidade para desenvolver o seu trabalho e procurarem através do nosso sistema ter a máxima rentabilidade possível. Todo o nosso modelo de negócio é voltado para consultores de topo com experiência, que aqui encontram as condições ideais para obter a máxima rentabilidade do seu trabalho. Nada me alegra mais e me deixa orgulhoso do que verificar que um consultor imobiliário melhora a sua vida (por vezes muda profundamente a sua vida e a dos que o rodeiam), graças ao nosso sistema. Foi para isso que ele foi feito, foi para isso que a PREDIMED foi criada ou pelo menos foi para isso que a partir de 2010 ela iniciou, em Portugal, o tal processo que anteriormente falei de centrar o negócio na figura do consultor imobiliário.
Considera que o imobiliário é um negócio de pessoas e não de casas?
O foco de todos os negócios devem ser os clientes, que são pessoas reais, com desejos, com sonhos e identidade própria. Isso é uma verdade universal, mas na prestação de serviços (que é o que nós fazemos) isso é ainda mais vincado. Portanto, isto tem tudo a ver com pessoas, com fazê-las sentir-se bem, resolver os seus problemas, realizar os seus sonhos, afastar as suas dúvidas e os seus receios, estar com elas. E isto aplica-se aos clientes e aos colaboradores. Os imóveis são apenas o objeto do negócio. Eu aprendi desde cedo neste negócio que nós não vendemos os imóveis, os clientes é que os compram. Nós apenas fazemos o trabalho de prospeção, qualificação, triagem, apresentação de opções, remoção de obstáculos, apoio na negociação e certificação do negócio. E, por isso, o papel do consultor não é substituível por qualquer máquina, porque aqui é necessária a inteligência natural e emocional e não a artificial!
Mas não nega que as ferramentas tecnológicas são hoje importantes e incontornáveis no negócio?
Claro que não nego. Mas são isso mesmo: ferramentas! Ferramentas que ajudam, que apoiam e que amplificam o trabalho do consultor imobiliário, mas que nunca poderão substituir o papel humano nesta atividade. Costumo dizer que neste mundo cada vez mais tecnológico, a diferenciação é ser humano. E isso nenhuma máquina conseguirá fazer!
O negócio mudou muito nestes quase 21 anos?
Não. A essência é a mesma. Mudou o mercado, mudou a indústria da mediação e mudaram as ferramentas, mas a essência continua absolutamente igual! Quando cheguei em 2004, tínhamos um mercado com menos capital, muito ligado ao financiamento bancário e, à exceção do Algarve, quase exclusivamente um mercado nacional. Era um mercado onde o rácio procura/oferta estava mais ou menos equilibrado. Depois tivemos a crise e passamos a lidar com um mercado desequilibrado a favor da procura, onde um cliente comprador era ouro e onde angariar era fácil, mas vender era difícil, e com pouco financiamento bancário e muita oferta e procura de arrendamento. Hoje o cenário inverteu-se, com pouca oferta de venda e muita procura, temos muitos clientes estrangeiros, uma maior abundância de capital próprio e bancário, preços mais altos e onde a oferta de arrendamento quase desapareceu. A indústria no sentido dos “players” também mudou muito. A mediação em geral ganhou terreno aos negócios feitos sem recurso a mediação, ao famoso “vende o próprio”. Afirmou-se como um setor de atividade e ao longo destes 21 anos assistimos à afirmação das grandes marcas e redes em detrimento da mediação mais tradicional. Também mudaram, ou melhor, evoluíram as ferramentas de trabalho. Há mais tecnologia, o que acelerou muito o negócio, os tempos de resposta e também o acesso à informação por parte dos clientes compradores e vendedores, o que faz com que hoje lidemos com pessoas muito mais informadas, mais conhecedoras de preços, características técnicas e até da parte burocrática, o que nos obriga a estar melhor preparados. Mas na essência, depois de removermos a roupagem, continua a ser o mesmo negócio: angariar um imóvel e procurar o cliente certo para ele! E isso passa sempre por estabelecer uma relação, de nos conectarmos com o proprietário e com os compradores e conduzir o negócio a bom porto: é esse o nosso papel!


Colocando os olhos no futuro, quais as principais metas que gostaria de alcançar na PREDIMED e enquanto líder?
Em termos de PREDIMED gostaria de continuar e reforçar a trajetória de crescimento e engrandecimento da nossa marca. Desejo que a PREDIMED seja cada vez mais uma solução válida para todos os bons consultores imobiliários que queiram maximizar os seus proveitos e que seja um espaço de liberdade e responsabilidade. Estou muito focado nisso e em conjunto com a equipa que tenho estamos a trabalhar arduamente para isso.
Quanto a mim, enquanto líder desta organização, desejo continuar a ser merecedor da confiança de todas as pessoas que colaboram na PREDIMED e junto de todos os que se relacionam com a nossa marca, sejam clientes, sejam parceiros de negócio ou fornecedores. Agradeço todos os dias o reconhecimento e o respeito pessoal e profissional que imensas pessoas no nosso negócio me dispensam, sendo que a melhor forma de o demonstrar é ajudar todos os dias a melhorar a nossa indústria, defendendo-a e credibilizando-a. Penso que tenho dado o meu contributo, como muito outros, para isso.
