A Mais Magazine teve o prazer de conversar com Tiago Rodrigues, Presidente Executivo da Direção da Taipas Termal, que nos falou sobre a visão estratégica que tem orientado a estância termal das Caldas das Taipas, no concelho de Guimarães. Numa conversa centrada na valorização do património termal, na inovação clínica e no papel da instituição no desenvolvimento regional, ficámos a conhecer os projetos, os desafios e as prioridades que marcam o presente e o futuro da Taipas Termal no panorama da saúde e bem-estar em Portugal.
Quais considera serem os principais fatores diferenciadores da Taipas Termal no contexto português e de que forma têm contribuído para afirmar a estância como referência nacional no setor da saúde e bem-estar?
A Taipas Termal distingue-se pela conjugação entre património histórico, credibilidade clínica e uma estratégia orientada para a saúde preventiva. Com tradição nas áreas músculo-esquelética, respiratória e dermatológica, asseguramos acompanhamento médico, protocolos estruturados e equipas qualificadas. Desenvolvemos programas integrados de reabilitação e envelhecimento ativo, articulando termalismo terapêutico e Spa. Esta complementaridade permite responder a necessidades clínicas e, simultaneamente, à procura crescente de bem-estar e equilíbrio, afirmando as Taipas como referência nacional em saúde natural.
Que características específicas da água mineral natural das Taipas a tornam única e como têm sido potenciadas ao nível terapêutico, científico e clínico?
A água mineral natural das Taipas é oficialmente classificada como sulfúrea e bicarbonatada sódica, emergindo a 30ºC e apresentando mineralização total de 243 mg/L. Estas características conferem-lhe particular adequação ao apoio de patologias músculo-esqueléticas, respiratórias e dermatológicas. A componente sulfúrea destaca-se pelos efeitos associados ao equilíbrio cutâneo e às vias respiratórias. A sua aplicação é enquadrada por acompanhamento clínico e protocolos específicos, integrando tratamentos clássicos e programas complementares de Spa, conciliando rigor terapêutico e experiência de bem-estar.


De que forma a atividade da Taipas Termal tem impulsionado o desenvolvimento económico e social da região, nomeadamente na criação de emprego, dinamização do turismo e promoção de práticas sustentáveis na gestão dos recursos hídricos?
A Taipas Termal é um ativo estratégico para Caldas das Taipas e para o concelho de Guimarães. Gera emprego qualificado nas áreas da saúde e serviços, dinamiza hotelaria, restauração e comércio local e contribui para reduzir a sazonalidade turística através da integração entre termalismo e Spa. O acesso a tratamentos comparticipados reforça a sua função social, promovendo prevenção e envelhecimento ativo. A exploração do recurso hídrico é regulada e monitorizada pela DGEG, garantindo gestão sustentável e proteção do aquífero.
Que projetos, investimentos ou parcerias estratégicas estão previstos para consolidar o crescimento da Taipas Termal e reforçar o seu papel como referência nacional no termalismo?
A estratégia de crescimento da Taipas Termal assenta numa lógica de consolidação e qualificação. O foco está na modernização contínua das infraestruturas, na atualização tecnológica dos equipamentos e no reforço da componente clínica, garantindo elevados padrões de qualidade e segurança no termalismo terapêutico. Pretendemos aprofundar a articulação entre termalismo e Spa, desenvolvendo programas integrados de prevenção, reabilitação e longevidade ativa. Ao nível institucional, estamos empenhados em reforçar a cooperação com a Unidade Local de Saúde, promovendo uma maior articulação entre cuidados de saúde primários, prescrição clínica e tratamentos termais. Em articulação com o Município de Guimarães e parceiros do setor, trabalhamos para consolidar a Taipas Termal como polo regional de saúde natural e referência nacional no termalismo.

