{"id":15267,"date":"2026-09-25T07:00:00","date_gmt":"2026-09-25T06:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/maismagazine.pt\/?p=15267"},"modified":"2026-09-23T10:39:52","modified_gmt":"2026-09-23T09:39:52","slug":"reforcar-os-cuidados-paliativos-e-humanizar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/maismagazine.pt\/index.php\/2026\/09\/25\/reforcar-os-cuidados-paliativos-e-humanizar\/","title":{"rendered":"Refor\u00e7ar os cuidados paliativos \u00e9 humanizar"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>O Decreto-Lei n\u00ba 52\/2022 de 4 de agosto que aprovou o novo Estatuto do Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade contempla no cap\u00edtulo da organiza\u00e7\u00e3o e funcionamento a necessidade de liga\u00e7\u00e3o em rede de todas as respostas assistenciais das unidades de sa\u00fade, incluindo as que integram a Rede Nacional de Cuidados Paliativos (RNCP). <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Esta necessidade est\u00e1 definida desde a Lei de Bases dos Cuidados Paliativos (Lei n.\u00ba 52\/2012 de 5 de setembro) como uma \u201crede funcional, integrada nos servi\u00e7os do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, e baseia-se num modelo de interven\u00e7\u00e3o integrada e articulada, que prev\u00ea diferentes tipos de unidades e de equipas para a presta\u00e7\u00e3o de cuidados paliativos, cooperando com outros recursos de sa\u00fade hospitalares, comunit\u00e1rios e domicili\u00e1rios.\u201d Na sequ\u00eancia da publica\u00e7\u00e3o da Lei de Bases dos Cuidados Paliativos foram criadas as: <\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Equipas Comunit\u00e1rias de Suporte em Cuidados Paliativos (ECSCP);<\/li>\n\n\n\n<li>Equipas Intra-Hospitalares de Suporte em Cuidados Paliativos (EIHSCP);<\/li>\n\n\n\n<li>Unidades de Internamento de Cuidados Paliativos (UCP) para casos de maior complexidade.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Passados 14 anos e mais uma transforma\u00e7\u00e3o na organiza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os do Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade, as Unidades Locais de Sa\u00fade, o que constatamos \u00e9 que as equipas comunit\u00e1rias de suporte aos cuidados paliativos continuam a n\u00e3o abranger todo o territ\u00f3rio nacional e as que existem est\u00e3o sistematicamente confrontadas com problemas que dificultam o seu funcionamento. A falta de profissionais para a constitui\u00e7\u00e3o das equipas \u00e9, desde logo, o problema major e, a rotatividade ou sa\u00eddas de profissionais sem posterior substitui\u00e7\u00e3o, \u00e9 outro dos problemas. Mais uma vez, estamos perante uma lei feita para resolver os problemas dos cidad\u00e3os, mas que, como tantas outras, esbarra na falta de autonomia das institui\u00e7\u00f5es de sa\u00fade, por decis\u00e3o dos sucessivos governos, para as poder concretizar. <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" data-id=\"15269\" src=\"https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEP_set2026_4-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15269\" srcset=\"https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEP_set2026_4-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEP_set2026_4-300x200.jpg 300w, https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEP_set2026_4-768x512.jpg 768w, https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEP_set2026_4-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEP_set2026_4-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEP_set2026_4-150x100.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" data-id=\"15268\" src=\"https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEPseo2026_5-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15268\" srcset=\"https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEPseo2026_5-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEPseo2026_5-300x200.jpg 300w, https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEPseo2026_5-768x512.jpg 768w, https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEPseo2026_5-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEPseo2026_5-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEPseo2026_5-150x100.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" data-id=\"15270\" src=\"https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEPseo2026_6-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15270\" srcset=\"https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEPseo2026_6-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEPseo2026_6-300x200.jpg 300w, https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEPseo2026_6-768x512.jpg 768w, https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEPseo2026_6-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEPseo2026_6-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEPseo2026_6-150x100.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Este governo n\u00e3o \u00e9 exce\u00e7\u00e3o. A n\u00e3o aprova\u00e7\u00e3o dos planos de desenvolvimento organizacional das Unidades Locais de Sa\u00fade, a n\u00e3o autoriza\u00e7\u00e3o de abertura de concursos para a admiss\u00e3o de profissionais e de concursos para acesso a categorias superiores nas carreiras a par da falta de planifica\u00e7\u00e3o do n\u00famero de profissionais necess\u00e1rios para dar respostas a necessidades crescentes da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 a demonstra\u00e7\u00e3o da falta de vontade de resolver os problemas \u201ccom cabe\u00e7a, tronco e membros\u201d. \u00c9 neste contexto que, mais uma vez, a organiza\u00e7\u00e3o destes cuidados est\u00e1 em processo de transforma\u00e7\u00e3o, nomeadamente com a cria\u00e7\u00e3o dos Servi\u00e7os Integrados de Cuidados Paliativos (SICP) nas Unidades Locais de Sa\u00fade. A justifica\u00e7\u00e3o para a cria\u00e7\u00e3o deste modelo \u00e9, segundo o governo, para garantir uma resposta cont\u00ednua, eliminando a fragmenta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os e promovendo a sua articula\u00e7\u00e3o. Em abono da verdade, nada no anterior modelo o impedia. Esta \u00e9, ali\u00e1s, exatamente a mesma justifica\u00e7\u00e3o para a cria\u00e7\u00e3o das Unidades Locais de Sa\u00fade cujo modelo nunca foi e continua a n\u00e3o ser, avaliado e monitorizado.  <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Infelizmente a hist\u00f3ria demonstra, que estas transforma\u00e7\u00f5es s\u00f3 acontecem porque nunca s\u00e3o dadas as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para a implementa\u00e7\u00e3o, em toda a sua latitude dos modelos anteriores, optando-se por adapta\u00e7\u00f5es em fun\u00e7\u00e3o do que temos e n\u00e3o do que dever\u00edamos ter. A op\u00e7\u00e3o j\u00e1 verbalizada por respons\u00e1veis da Dire\u00e7\u00e3o Executiva do SNS em acabar com as equipas comunit\u00e1rias de suporte em Cuidados Paliativos \u00e9 a tradu\u00e7\u00e3o clara do que referimos acima.  <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O papel dos <a href=\"http:\/\/www.sep.org.pt\">enfermeiros<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O papel do enfermeiro \u00e9 determinante, n\u00e3o s\u00f3 na presta\u00e7\u00e3o de cuidados diretos de elevada compet\u00eancia, mas tamb\u00e9m na capacita\u00e7\u00e3o dos cuidadores informais, garantindo que o suporte familiar \u2014 muitas vezes a base do cuidado domicili\u00e1rio \u2014 seja acompanhado e valorizado. A forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica em luto, fim de vida e cuidados paliativos constitui um fator protetor crucial tanto para a sa\u00fade mental dos profissionais quanto para a qualidade da assist\u00eancia prestada, mitigando riscos de burnout e sobrecarga. E, se defendemos que em todas as circunst\u00e2ncias, todos os profissionais de sa\u00fade dever\u00e3o intervir com o objetivo de assegurar um plano individual de cuidados, constru\u00eddo em conjunto, no caso dos cuidados paliativos e continuados \u00e9 imprescind\u00edvel. Pela fragilidade das pessoas e das suas fam\u00edlias \u00e9 determinante garantir a continuidade do acompanhamento desde o diagn\u00f3stico at\u00e9 ao apoio no luto, respeitando sempre a vontade e a prefer\u00eancia do utente e da sua fam\u00edlia. <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" data-id=\"15271\" src=\"https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEPseo2026_8-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15271\" srcset=\"https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEPseo2026_8-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEPseo2026_8-300x200.jpg 300w, https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEPseo2026_8-768x512.jpg 768w, https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEPseo2026_8-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEPseo2026_8-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEPseo2026_8-150x100.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" data-id=\"15273\" src=\"https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEP_set2026_3-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15273\" srcset=\"https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEP_set2026_3-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEP_set2026_3-300x200.jpg 300w, https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEP_set2026_3-768x512.jpg 768w, https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEP_set2026_3-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEP_set2026_3-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEP_set2026_3-150x100.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" data-id=\"15272\" src=\"https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEPseo2026_7-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15272\" srcset=\"https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEPseo2026_7-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEPseo2026_7-300x200.jpg 300w, https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEPseo2026_7-768x512.jpg 768w, https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEPseo2026_7-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEPseo2026_7-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEPseo2026_7-150x100.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>E \u00e9 preciso cuidar de quem cuida<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A forma\u00e7\u00e3o cont\u00ednua dos enfermeiros n\u00e3o \u00e9 apenas um requisito t\u00e9cnico ou acad\u00e9mico, mas um fator determinante para a qualidade dos cuidados, a sustentabilidade do SNS e o bem-estar mental dos pr\u00f3prios profissionais. Destacamos os seguintes impactos principais: <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Prote\u00e7\u00e3o contra o Burnout e Sobrecarga Profissional:<\/strong> A forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica em \u00e1reas cr\u00edticas \u2014 particularmente em morte, fim de vida, luto e cuidados paliativos \u2014 \u00e9 um fator protetor fundamental. Profissionais com forma\u00e7\u00e3o nestas tem\u00e1ticas apresentam n\u00edveis significativamente mais baixos de sobrecarga de luto profissional e de burnout. Esta prepara\u00e7\u00e3o permite aos enfermeiros gerir melhor o sofrimento inerente ao cuidado em situa\u00e7\u00f5es de fim de vida, reduzindo o impacto emocional negativo. <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Humanismo como pilar central:<\/strong> O humanismo, que tem caracterizado a profiss\u00e3o nas \u00faltimas d\u00e9cadas, n\u00e3o \u00e9 inato, mas uma dimens\u00e3o enraizada na forma\u00e7\u00e3o acad\u00e9mica dos enfermeiros que lhes confere uma compet\u00eancia \u00fanica para lidar com a fragilidade humana, permitindo atuar n\u00e3o apenas no al\u00edvio de sintomas f\u00edsicos, mas tamb\u00e9m na gest\u00e3o das necessidades psicossociais e familiares, o que \u00e9 fundamental em contextos diversos, desde o hospital ao domic\u00edlio, entre outras. <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Prepara\u00e7\u00e3o para a Gest\u00e3o e Lideran\u00e7a:<\/strong> A integra\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias de gest\u00e3o na forma\u00e7\u00e3o de base dos enfermeiros provou ser uma inova\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica que capacitou a profiss\u00e3o para a organiza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e para a lideran\u00e7a de equipas multiprofissionais, contribuindo para a moderniza\u00e7\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o de todo o Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade. A capacidade de organizar e gerir \u00e9 uma compet\u00eancia- chave fundamental para o funcionamento eficaz das unidades de sa\u00fade. <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Mais autonomia, mais valoriza\u00e7\u00e3o profissional:<\/strong> Para al\u00e9m da pr\u00e1tica cl\u00ednica, o conhecimento profundo sobre o \u201cque \u00e9 ser enfermeiro\u201d e a valoriza\u00e7\u00e3o do corpo de conhecimento da profiss\u00e3o s\u00e3o raz\u00f5es que est\u00e3o na base das exig\u00eancias de melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho e valoriza\u00e7\u00e3o profissional. <\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEP_set2026_2-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15275\" style=\"width:480px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEP_set2026_2-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEP_set2026_2-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEP_set2026_2-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEP_set2026_2-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEP_set2026_2-1-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEP_set2026_2-1-150x100.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em s\u00edntese:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os Cuidados Paliativos e os Cuidados Continuados representam dois pilares essenciais de qualquer sistema de sa\u00fade humanizado e focado na pessoa e, os Cuidados Paliativos, mais do que uma interven\u00e7\u00e3o apenas no final da vida, a sua ess\u00eancia reside na promo\u00e7\u00e3o da qualidade de vida e no al\u00edvio do sofrimento perante doen\u00e7as graves, avan\u00e7adas e progressivas. Esta abordagem, baseada em princ\u00edpios de equidade e cobertura universal, transcende o foco exclusivo na \u201ccura\u201d, centrando-se na capacidade de cuidar numa amplitude total das necessidades \u2014 f\u00edsicas, psicol\u00f3gicas, sociais e espirituais. Como ser biopsicossocial, o utente requer um suporte que reconhe\u00e7a a dignidade em cada momento da evolu\u00e7\u00e3o da sua patologia. A evolu\u00e7\u00e3o das necessidades da popula\u00e7\u00e3o portuguesa h\u00e1 muito que est\u00e1 tra\u00e7ada. Mais envelhecida, com uma carga de doen\u00e7a relevante que retira qualidade de vida. A esta situa\u00e7\u00e3o acresce o aumento do aparecimento de doen\u00e7as raras e a incid\u00eancia das dem\u00eancias. \u00c9 sabido que a maioria das pessoas quando confrontadas com doen\u00e7as incapacitantes ou terminais preferem permanecer nas suas casas.  <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Os enfermeiros que integram as equipas comunit\u00e1rias t\u00eam tido um papel preponderante nesta tomada de decis\u00e3o. Apesar de poucos, o que impede o funcionamento deste servi\u00e7o as 24 horas por dia, 7 dias por semana, a sua disponibilidade para responder a qualquer d\u00favida colocada pelo utente ou cuidador e, em regra, perante o agravamento da situa\u00e7\u00e3o cl\u00ednica dos utentes responder com a sua presen\u00e7a f\u00edsica tem permitido diminuir o seu encaminhamento para as urg\u00eancias dos hospitais. A concretiza\u00e7\u00e3o e o aprofundamento desta estrat\u00e9gia exigem, um investimento cont\u00ednuo em recursos humanos, ferramentas digitais e uma gest\u00e3o que coloque, de facto, a pessoa no centro do sistema. Os enfermeiros t\u00eam um papel determinante na presta\u00e7\u00e3o de cuidados a estes doentes e na sua humaniza\u00e7\u00e3o, garantindo a confian\u00e7a para serem cuidados em casa, retirando-os dos espa\u00e7os inseguros das urg\u00eancias e servi\u00e7os hospitalares ou da sua institucionaliza\u00e7\u00e3o. Este pa\u00eds \u00e9 para todos. \u00c9 nossa responsabilidade garantir cuidados de sa\u00fade p\u00fablicos, com qualidade e excel\u00eancia a todos, incluindo na morte.  <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"998\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/SEP_azul_-transparente-Copia.gif\" alt=\"\" class=\"wp-image-15277\" style=\"width:250px;height:auto\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Decreto-Lei n\u00ba 52\/2022 de 4 de agosto que aprovou o novo Estatuto do Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade contempla no cap\u00edtulo da organiza\u00e7\u00e3o e funcionamento a necessidade de liga\u00e7\u00e3o em rede de todas as respostas assistenciais das unidades de sa\u00fade, incluindo as que integram a Rede Nacional de Cuidados 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