{"id":12709,"date":"2025-09-26T07:00:00","date_gmt":"2025-09-26T06:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/maismagazine.pt\/?p=12709"},"modified":"2025-09-24T09:51:00","modified_gmt":"2025-09-24T08:51:00","slug":"quando-curar-ja-nao-e-possivel-cuidar-torna-se-o-gesto-medico-mais-pleno","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/maismagazine.pt\/index.php\/2025\/09\/26\/quando-curar-ja-nao-e-possivel-cuidar-torna-se-o-gesto-medico-mais-pleno\/","title":{"rendered":"\u201cQuando curar j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, cuidar torna-se o gesto m\u00e9dico mais pleno\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p>Vivemos numa sociedade que valoriza o avan\u00e7o tecnol\u00f3gico e alimenta a promessa de prolongar indefinidamente a juventude. A medicina moderna alcan\u00e7ou feitos admir\u00e1veis, permitindo diagn\u00f3sticos precoces, terapias inovadoras e cirurgias de elevada complexidade. Contudo, por mais extraordin\u00e1rios que sejam estes progressos, chega sempre um momento em que curar j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel. Nesses instantes, a verdadeira voca\u00e7\u00e3o m\u00e9dica revela-se: cuidar. E \u00e9 nesse limiar, onde a cura deixa de ser vi\u00e1vel, mas a dignidade da vida permanece intacta, que os cuidados paliativos assumem a sua import\u00e2ncia plena, colocando a pessoa no centro e reconhecendo que cuidar \u00e9, e deve ser sempre, muito mais do que curar.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio do paradigma tradicional, centrado na luta pela cura a todo o custo, os cuidados paliativos n\u00e3o medem o sucesso pelo n\u00famero de dias acrescentados ao calend\u00e1rio, mas pela qualidade desses dias, pela serenidade, pelo conforto e pelo respeito pela vontade e valores da pessoa. Mais do que tratar sintomas f\u00edsicos, esta pr\u00e1tica integra, de forma insepar\u00e1vel, o apoio emocional, social e espiritual, sustentando o ser humano em toda a sua complexidade. Num momento de fragilidade, escutar, olhar, tocar s\u00e3o gestos t\u00e3o essenciais quanto aliviar a dor ou controlar outros sintomas f\u00edsicos. Como bem sintetiza a express\u00e3o tantas vezes repetida por quem trabalha nesta \u00e1rea, \u201c\u00e9 fundamental escutar, olhar, tocar e falar\u201d, uma comunica\u00e7\u00e3o atenta e emp\u00e1tica, aliada a um trabalho verdadeiramente interdisciplinar, constitui o cora\u00e7\u00e3o dos cuidados paliativos.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Embora frequentemente associados ao fim de vida, os cuidados paliativos devem come\u00e7ar muito antes, sempre que uma doen\u00e7a amea\u00e7a a vida e provoca sofrimento f\u00edsico ou emocional significativo. A sua introdu\u00e7\u00e3o precoce contribui para esclarecer decis\u00f5es, apoiar a tomada de decis\u00e3o e planear o futuro, evitando interven\u00e7\u00f5es desnecess\u00e1rias e dolorosas que j\u00e1 n\u00e3o trazem benef\u00edcio real e garante que cada escolha terap\u00eautica respeita a dignidade e os desejos da pessoa. \u00c9 um ato de coragem e lucidez aceitar que, apesar de todos os esfor\u00e7os, a vida deve ser vivida com conforto, sentido e presen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Em Portugal, a Lei de Bases dos Cuidados Paliativos (Lei n.\u00ba 52\/2012, de 5 de setembro) consagra o direito dos cidad\u00e3os a este tipo de cuidados e define a tipologia e organiza\u00e7\u00e3o das equipas que o pa\u00eds deve dispor. Por\u00e9m, com o desaparecimento das Administra\u00e7\u00f5es Regionais de Sa\u00fade (ARS) e a generaliza\u00e7\u00e3o das Unidades Locais de Sa\u00fade (ULS), a lei encontra-se desatualizada. Esta lacuna agrava-se com a aus\u00eancia, desde o final de 2024, da Comiss\u00e3o Nacional de Cuidados Paliativos, organismo que tinha como miss\u00e3o orientar, coordenar e avaliar o desenvolvimento da rede.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Os n\u00fameros revelam de forma clara a gravidade da situa\u00e7\u00e3o. Estamos abaixo da recomenda\u00e7\u00e3o europeia de 80 a 100 camas por milh\u00e3o de habitantes. Existem atualmente cerca de 450 camas para uma necessidade estimada em 900. N\u00e3o surpreende, por isso, que 48% das pessoas referenciadas n\u00e3o consigam aceder a uma vaga e que apenas 20 a 30% dos doentes eleg\u00edveis tenham acesso a uma equipa de cuidados paliativos. O cen\u00e1rio \u00e9 ainda mais dram\u00e1tico na pediatria: mais de 90% das crian\u00e7as que necessitam destes cuidados ficam sem resposta especializada.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, este d\u00e9fice de camas, sendo grave, n\u00e3o \u00e9 o maior problema. O principal entrave est\u00e1 na escassez e fragilidade das equipas. Mais do que camas ou equipamentos, os cuidados paliativos s\u00e3o feitos por pessoas, m\u00e9dicos e outros profissionais, em equipas especializadas que v\u00e3o ao encontro dos doentes onde eles est\u00e3o: em casa, em lares (ERPI), nos hospitais ou nas unidades da Rede Nacional de Cuidados Paliativos. Sem m\u00e9dicos diferenciados e profissionais qualificados, n\u00e3o h\u00e1 resposta.<\/p>\n\n\n\n<p>O Col\u00e9gio de Medicina Paliativa da Ordem dos M\u00e9dicos expressou a sua preocupa\u00e7\u00e3o considerando esta situa\u00e7\u00e3o inaceit\u00e1vel e denunciando a desigualdade de acesso no territ\u00f3rio. Existem estimativas que apontam para um d\u00e9fice de dezenas de m\u00e9dicos e centenas de enfermeiros, psic\u00f3logos e assistentes sociais. Al\u00e9m disso, indicam que apenas cerca de um ter\u00e7o dos m\u00e9dicos que trabalham em cuidados paliativos t\u00eam compet\u00eancia em Medicina Paliativa pela Ordem dos M\u00e9dicos, comprometendo a excel\u00eancia dos cuidados prestados.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, a distribui\u00e7\u00e3o territorial dos recursos n\u00e3o \u00e9 equitativa e embora haja equipas de cuidados paliativos em todos os distritos de Portugal continental, na Madeira e nos A\u00e7ores, h\u00e1 ainda zonas do pa\u00eds sem equipa comunit\u00e1ria ou domicili\u00e1ria. O distrito de Viana do Castelo continua sem nenhuma unidade de internamento de cuidados paliativos e h\u00e1 ainda servi\u00e7os de pediatria sem profissionais com forma\u00e7\u00e3o especializada.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>A Ordem dos M\u00e9dicos tem sido clara considerando que n\u00e3o \u00e9 aceit\u00e1vel discutir escolhas extremas no fim de vida sem antes assegurar um acesso universal e equitativo a cuidados paliativos de qualidade. Infelizmente, esta \u00e1rea tem sido relegada para segundo plano pelo poder pol\u00edtico, pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e pela Dire\u00e7\u00e3o Executiva do SNS. A consequ\u00eancia \u00e9 uma rede fragmentada, insuficiente e sobrecarregada, dependente da boa vontade e da resili\u00eancia dos profissionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar das dificuldades, a mudan\u00e7a \u00e9 poss\u00edvel. As equipas de suporte domicili\u00e1rio s\u00e3o prova disso, demonstrando que \u00e9 poss\u00edvel acompanhar os doentes no conforto do seu lar, rodeados pela sua rede afetiva, garantindo dignidade e qualidade de vida. Por outro lado, as equipas de suporte intra-hospitalares (EIHSCP) promovem a filosofia dos cuidados paliativos em todos os servi\u00e7os hospitalares, contribuindo para a forma\u00e7\u00e3o dos profissionais e consequentemente, para a melhoria dos cuidados prestados a doentes e fam\u00edlias. Contudo, estas boas pr\u00e1ticas n\u00e3o podem depender de iniciativas isoladas: \u00e9 preciso vontade pol\u00edtica, coordena\u00e7\u00e3o e planeamento a n\u00edvel nacional.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>A dedica\u00e7\u00e3o e entrega das equipas \u00e9 not\u00e1vel, mas a escassez de recursos humanos, a exaust\u00e3o e a falta de condi\u00e7\u00f5es adequadas s\u00e3o riscos reais. Sem refor\u00e7o humano qualificado, n\u00e3o haver\u00e1 progresso sustent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Portugal surge no <em>Atlas Europeu de Cuidados Paliativos 2025<\/em> com indicadores positivos em \u00e1reas como a forma\u00e7\u00e3o, a investiga\u00e7\u00e3o e as infraestruturas. Seis das oito escolas m\u00e9dicas incluem j\u00e1 a forma\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria em cuidados paliativos, sinalizando uma mudan\u00e7a cultural relevante. Mas o mesmo relat\u00f3rio alerta para a necessidade de colmatar as desigualdades territoriais e aumentar a especializa\u00e7\u00e3o de todos os profissionais envolvidos.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Importa sublinhar que os cuidados paliativos n\u00e3o s\u00e3o apenas uma quest\u00e3o \u00e9tica ou de compaix\u00e3o: aliviam os sofrimentos, evitam internamentos e tratamentos f\u00fateis, respeitam a autonomia das pessoas e acrescentam qualidade a cada momento de vida. S\u00e3o, em suma, a medicina humanista na sua express\u00e3o mais elevada.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Fechar esta lacuna implica atualizar a Lei de Bases dos Cuidados Paliativos e o Plano Estrat\u00e9gico para o Desenvolvimento dos Cuidados Paliativos, ajustando-os \u00e0 nova organiza\u00e7\u00e3o do SNS; caminhar para uma maior diferencia\u00e7\u00e3o dos m\u00e9dicos que desenvolvem a sua atividade nesta \u00e1rea; valorizar todos os profissionais que nela trabalham; garantir que todas as ULS e regi\u00f5es aut\u00f3nomas disp\u00f5em de equipas especializadas com cobertura hospitalar e comunit\u00e1ria; aumentar o n\u00famero de camas de forma articulada com equipas m\u00f3veis s\u00f3lidas; e implementar auditorias externas e indicadores de qualidade centrados no doente e na fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>Portugal tem atualmente massa cr\u00edtica, experi\u00eancia e vontade de ser um exemplo para o mundo de organiza\u00e7\u00e3o funcional dos cuidados paliativos integrada nos tr\u00eas n\u00edveis de cuidados de sa\u00fade e acess\u00edvel a todos. \u00c9, pois, urgente que os cuidados paliativos em Portugal deixem de ser uma prioridade adiada e passem a ser uma prioridade efetiva, suportada em pol\u00edticas claras, investimentos concretos e a\u00e7\u00f5es eficazes.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Quando curar j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, cuidar torna-se o gesto m\u00e9dico mais pleno. Garantir o acesso universal a cuidados paliativos \u00e9 uma obriga\u00e7\u00e3o \u00e9tica, uma necessidade de sa\u00fade p\u00fablica e uma quest\u00e3o de justi\u00e7a social. \u00c9, acima de tudo, assegurar que, at\u00e9 ao \u00faltimo instante, a vida \u00e9 vivida com sentido, dignidade e amor. <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>Carlos Cortes, Baston\u00e1rio da Ordem dos M\u00e9dicos<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"870\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Ordem_dos_Medicos-870x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-12710\" style=\"width:184px;height:auto\" srcset=\"http:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Ordem_dos_Medicos-870x1024.png 870w, http:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Ordem_dos_Medicos-255x300.png 255w, http:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Ordem_dos_Medicos-768x904.png 768w, http:\/\/maismagazine.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Ordem_dos_Medicos.png 872w\" sizes=\"auto, (max-width: 870px) 100vw, 870px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vivemos numa sociedade que valoriza o avan\u00e7o tecnol\u00f3gico e alimenta a promessa de prolongar indefinidamente a juventude. 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